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Tratamento de efluentes industriais: como escolher o melhor método?

Sistemas que garantem o melhor resultado para a separação de sólidos e líquidos

O tratamento de efluentes industriais está previsto na Lei Ambiental devido ao seu grande potencial de poluição. De acordo com a legislação, as indústrias são responsáveis por tratar os resíduos gerados durante os processos de fabricação.

A preocupação com a preservação dos recursos hídricos foi expressa em lei com o Código das Águas, criado com o Decreto 24.643 de 1934 e com a Lei das Águas nº 9.4333/97, que atualizou o tema para os dias atuais, definindo os padrões de qualidade das águas que receberão os efluentes tratados.

Os efluentes industriais podem apresentar um índice elevado de poluentes que exigem tratamento adequado, cumprindo uma série de processos físicos, químicos e biológicos para eliminar os contaminantes presentes. Ao final do tratamento, é necessário restituir a água limpa ou reutilizável (em condições de retorno ao processo produtivo) e resíduos sólidos em condições de receber a destinação correta.

Como definir o método de tratamento de efluentes?

Os efluentes que resultam das atividades industriais variam conforme o tipo de produção das empresas, podendo conter óleos, metais pesados entre outros tipos de substâncias prejudiciais ao meio ambiente. Entender qual é o tipo de efluente gerado e providenciar o tratamento adequado é fundamental para atender à legislação.

Para definir o melhor método para tratamento é necessário fazer a análise de uma amostra do efluente para identificar a presença de matéria orgânica, contaminantes, materiais tóxicos, sólidos e químicos na composição.

A detecção da carga poluidora e a presença de contaminantes vai determinar qual é o tratamento ideal.
O diagnóstico deve ser feito por um técnico especializado, que definirá o tratamento apropriado: físico, químico ou biológico. Geralmente é necessário combinar os processos para atingir a eficiência de tratamento do efluente.

Os processos mais utilizados para o tratamento de efluentes são:

Processos físicos

Responsáveis pela separação dos sólidos presentes nos efluentes, os processos físicos são aplicados nos efluentes que possuem materiais sujeitos à sedimentação, flutuação ou suspensão, para remoção dos contaminantes com os métodos de filtração, decantação, peneiração ou extração por caixas separadoras.

Processos químicos

Aplicados para provocar alteração molecular do efluente que promove a separação do contaminante por meio da clarificação, eletrocoagulação, precipitação, cloração, oxidação, redução e troca iônica.

Os processos químicos são responsáveis pela normalização do PH e desinfecção do efluente.

Processos biológicos

Eficientes na extração da matéria orgânica dissolvida, flutuante ou em suspensão, os processos biológicos geralmente transformam a matéria indesejada em material flutuante, sedimentado ou em gases, com os processos aeróbios, facultativos e anaeróbios.

Mais eficiência na separação de sólidos e líquidos

A separação eficiente de sólidos e líquidos cria condições mais favoráveis para alcançar os padrões estabelecidos para o efluente ao final do processo de tratamento.

Quando o resultado obtido é um fluido mais limpo, se torna mais fácil tratar e viabilizar a destinação correta.

Devido a importância do desaguamento para o tratamento de efluentes, existem técnicas que otimizam essa etapa com a utilização do filtro prensa e da prensa desaguadora.

Filtro prensa

O filtro prensa é uma ótima opção para separar sólidos e líquidos, assegurando a retirada de boa parte dos resíduos sólidos presentes no fluido filtrado.

Esse sistema é recomendado quando o objetivo é reter mais particulados e obter sólidos mais secos após a separação, permitindo o descarte em aterro sanitário. O filtro prensa também é uma opção com um baixo consumo de energia elétrica, utilizado para demandas de médio volume de efluentes.

O filtro prensa utiliza um sistema com lonas filtrantes. O equipamento realiza o bombeamento do fluido com resíduos nas câmaras formadas entre as placas revestidas com as lonas filtrantes de tecido ou feltro agulhado, que permitem a passagem apenas do líquido, retendo os resíduos de maneira eficiente.

Ao final de cada batelada, os sólidos estão compactados em tortas que podem ser removidas facilmente.

O filtro prensa pode ser utilizado em estações de tratamento de efluentes e por indústrias de galvanoplastia e decapagem, mineração, têxteis, metalúrgicas, de cerâmicas e muitas outras.

Prensa desaguadora

A prensa desaguadora realiza a desidratação de lodos, atuando no deságue físico, químico, físico/químico ou biológico nas estações de tratamento de efluentes.

O sistema executa a filtração contínua e atua na separação de sólidos e líquidos de grandes volumes, oferecendo um resultado satisfatório para o descarte dos resíduos sólidos.

Na prensa desaguadora, o lodo floculado é espalhado na tela filtrante superior que leva até o ponto onde ocorre a compressão com a atuação de uma segunda tela. O lodo passa por um circuito contínuo entre os rolos, sendo desidratado por pressão e gravidade.

Ao final do processo, a retirada do lodo desidratado é feita pela ação de duas lâminas raspadoras. O resíduo pode ser conduzido por esteiras transportadoras até caçambas e descarte.

A prensa desaguadora pode ser utilizada para tratar efluentes municipais e industriais, sendo muito útil em indústrias de curtumes, laticínios, frigoríficas, reciclagem, condomínios, farmacêutica, química, entre outras.

Reaproveitamento dos líquidos e sólidos

A utilização dos líquidos obtidos após o tratamento de efluentes deve seguir a Resolução nº 54/2005 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). A classificação conforme a Norma ABNT NBR 13969/97 vai determinar como a água poderá ser usada.

Quando a água pertencer à classe 1 pode ser utilizada para lavagem de carros. Se a água estiver na classe 2 pode ser usada para limpeza de pisos, calçadas, irrigação de jardins e para paisagismo (chafariz e lago artificial). Quando a classificação for 3 pode ser destinada para uso em vasos sanitários. Já a água da classe 4 deve ser usada em alguns cultivos ou pastagens.

Os resíduos sólidos obtidos durante o tratamento de efluentes também podem ter vários destinos. Dependendo da sua composição podem ser reciclados, enviados para aterros sanitários ou incinerados.

Quando o resíduo sólido obtido for o lodo e o processo de tratamento promoveu a separação de forma eficiente, é possível a destinação para outras finalidades.

Embora no Brasil o lodo geralmente seja descartado em aterros sanitários, existe a possibilidade de utilizar como matéria prima para elaboração de fertilizantes.

Cuidados necessários no tratamento de efluentes industriais

Os efluentes industriais oferecem um risco muito grande ao meio ambiente quando não tratados adequadamente, por isso é fundamental escolher o processo de tratamento apropriado e implantá-lo com um sistema de controle de qualidade.

O acompanhamento também deve ser priorizado. Para comprovar o tratamento correto é recomendado monitorar as licenças ambientais e coletar o certificado de destinação final do material.

 

Veja também:
– Elementos filtrantes para o tratamento de efluentes industriais

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